Inflação o que é? Quais são os impactos?

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A inflação foi o terror de muitos por muito tempo no Brasil, entre as décadas de 80 e 90, chegou a superar os 80% ao mês, ou seja, o mesmo produto chegava a quase dobrar de preço de um mês para o outro.

E ainda, havia a alternância do preço no mesmo dia, os mais velhos sabem contar bem essa história. Pois, presenciaram esse momento assustador da nossa economia.

Entre linhas já deu pra ter noção o que é. Contudo, vou trazer uma definição mais clara.

Sendo assim, a inflação é um termo da economia que significa aumento generalizado de preços de bens e serviços.

O resultado é que o poder de compra da população cai, porque os preços estão mais altos, tornando os produtos menos acessíveis. Além disso, passa a criar um ambiente desfavorável para investimentos e a geração de empregos.

Em resumo, com a inflação, o dinheiro vale menos gradativamente e, com o passar do tempo, serve para comprar uma quantidade menor de bens ou serviços.

Então, no artigo de hoje, vamos explicar de maneira simples as causas da inflação, como ela é calculada e além de como ela afeta o seu bolso.

O que causa a inflação?

A princípio para entender o que é inflação, também é importante saber qual é a sua causa.

As causas são divididos em dois grupos e elas são diferentes em cada um desses casos:

  • Curto prazo: aumentar em um mês.
  • Longo prazo: aumentar continuamente ao longo de um ano.

No entanto, vale lembrar esses movimentos cíclicos da economia, nos quais uma ação afeta a outra. Nem sempre é possível isolar as causas de uma variação inflacionária.

Em seguida, listo causas geralmente associadas à inflação.

Causas no curto prazo

Em primeiro lugar, veremos as causas do curto prazo. Conforme será destacado abaixo:

Aumento na demanda

Se o número de pessoas querendo um determinado item aumenta muito rápido, fica difícil garantir o fornecimento para todos.

Dessa forma, dizemos que a demanda ficou maior do que a oferta. Portanto, nesses casos, o preço tende a subir, gerando inflação.

Contudo, isso pode acontecer também quando há maior disponibilidade de crédito: com maior poder de compra, as pessoas conseguem gastar mais (aumentando a demanda geral).

Aumento nos custos de produção

A inflação também pode aparecer quando fica mais caro produzir um produto ou oferecer um serviço.

Com o custo maior, a produção de algum item pode ser menor – com isso, a oferta (ou quantidade daquele produto disponível) cai ou os preços aumentam (para cobrir todos os custos extras). Existe inflação em ambos os casos.

Causas no longo prazo

Em segundo lugar, veremos as causas do longo prazo. Conforme será destacado abaixo.

Emissão de papel-moeda

Algumas ações do governo também podem fazer com que a inflação aumente. Quando os gastos são maiores do que os arrecadamentos, por exemplo, é necessário “imprimir” mais dinheiro – ou seja, emitir mais moeda – para pagar as contas.

Em outras palavras, essa emissão faz com que o volume de dinheiro seja maior que a oferta de produtos e serviços. Consequentemente, os preços sobem.

Diminuir a taxa de juros

Quando o governo diminui a Selic, a taxa básica de juros da economia definida pelo Banco Central, os seus investimentos na poupança, em renda fixa e em títulos públicos passam a render menos. Além disso, os empréstimos no geral ficam mais baratos.

Pois, essa é uma forma de estimular o consumo e a produção. Sendo assim, no longo prazo, isso gera um aumento de demanda e pode acarretar no aumento da inflação.

Como a inflação é calculada?

A inflação é medida mensalmente por meio do consumo das famílias. Essa forma de medir os preços gera o que, em economia, é denominado índice.

Para definir um índice para inflação, é preciso considerar qual o público será estudado e quais bens e serviços são adquiridos por estas pessoas. Isso é feito porque a inflação não atinge todos os consumidores da mesma forma.

No Brasil existem diferentes tipos de índices, sendo alguns deles:

  • Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): medido pelo IBGE, este índice considera os preços de bens adquiridos por famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas.
  • Nacional de Preços ao Consumidor (INPC): semelhante ao IPCA, este índice considera a inflação para famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos.
  • Geral de Preços – Mercado (IGP-M): medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), este índice considera preços do comércio atacadista, varejista e da construção civil. Os dados são recolhidos entre o dia 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
  • Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI): Igualmente ao IGP-M, este índice mede a variação de preços desde as matérias-primas agrícolas e industriais até de bens e serviços para o consumidor final. A diferença está na recolha, que acontece entre o primeiro e último dia do mês.

Com a recolha de preços feita, os técnicos juntam os dados e calculam o percentual para a variação de preços, ou seja, o índice para inflação. Este processo é feito comparando os preços atuais com os do período anterior para uma mesma quantidade dos produtos e serviços analisados.

A inflação oficial do Brasil vem do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Como a inflação afeta o seu bolso?

Na prática, a inflação faz com que seu dinheiro perca valor, já que ele não acompanha as altas nos preços.

Bem como, a inflação muito alta ainda também distorce os preços – e as pessoas ficam com dificuldade de acompanhar o que está barato ou caro.

Além disso, afeta os seus investimentos. Veja o artigo feito pelo o novato na bolsa, que explica o motivo de hoje a rentabilidade da poupança ser negativa. Clicando aqui.

Em um cenário de hiperinflação, por exemplo, os preços chegam a aumentar todos os dias. Isso significa que a cada dia que passa, a moeda perde valor muito rápido.

Por fim, muito obrigado pela atenção e até a próxima.

Um forte abraço,

Jefferson Dias (Ativo na Bolsa).

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